O sistema de Débito Direto Autorizado (DDA), que
permite ao consumidor optar pelo boleto digital para o pagamento
de contas, deve trazer vantagens para o consumidor e para as
instituições financeiras. De um lado, o cliente poderá evitar
filas nas agências, e do outro, os bancos reduzirão seus custos
com impressão e envio de cobranças. Mas não se pode esquecer que
as instituições financeiras poderão exigir uma tarifa extra pela
comodidade. “Dependendo do custo, aderir ao sistema pode não
valer a pena”, alerta a Associação Brasileira de Defesa do
Consumidor (Pro Teste).
A Pro Teste
recomenda que, antes de se cadastrar para o serviço, o
consumidor deve se informar sobre as taxas praticadas para
evitar prejuízos. As regras que criaram o sistema dão aos bancos
a prerrogativa e a liberdade de decidir quanto será cobrado do
usuário. No início, para popularizar o serviço, ele será
oferecido gratuitamente. O membro da comissão de implantação do
DDA da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rizaelcio
Almeida, diz que nenhum banco sinalizou a intenção de cobrar
pelo serviço. “Quem quiser cobrar precisa de autorização do
Banco Central. Não é simplesmente cobrar”. Para os órgãos de
defesa do consumidor, no entanto, a simples manifestação dessa
intenção pode ser secundária, uma vez que os bancos poderão
embutir esses custos na tarifa do chamado “pacote de serviços”.
O sistema será
facultativo e o cliente que optar por continuar recebendo os
boletos de papel, via correio, poderá fazê-lo. Para usar o DDA,
o consumidor deverá fazer um cadastro junto ao banco em que tem
conta corrente. Além disso, os responsáveis pelas cobranças
bancárias (como escolas, lojas e condomínios) têm de se
inscrever no sistema. Após essa etapa, o banco define a maneira
como o cliente irá acessar seus boletos eletrônicos para quitar
os débitos.
A cobrança ficará
acessível por meios eletrônicos, como caixas automáticos,
internet e celulares. O pagamento, no entanto, não correrá por
débito automático. O boleto deve ser quitado pelo cliente antes
da data de vencimento.
Lucro verde
A Febraban aposta no discurso da responsabilidade socioambiental
para atrair novos adeptos ao DDA. De acordo com a entidade, a
redução da emissão de papel poderá ter impactos ambientais
positivos, evitando a derrubada de 374 mil árvores por ano,
quantidade usada para produzir 2 bilhões de boletos de papel que
circulam no Brasil. A entidade estima ainda que, com o DDA serão
economizados 1 bilhão de litros de água, 46 milhões de
quilowatts/hora, levando também à redução da emissão “milhões de
quilos” de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.
(Fonte: RPC)
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