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06/11/2026

Banco Mercantil tem lucro de R$ 279,4 milhões no 3º trimestre, no 16º recorde seguido

Inadimplência foi de 4,1% no terceiro trimestre, de 3,1% no trimestre anterior e 2,8% um ano antes (Por Álvaro Campos) - imagem gerada por IA -

O Banco Mercantil encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 279,4 milhões, alta de 1% sobre o trimestre anterior e de 10% em relação a um ano antes. Este já é o 16º trimestre consecutivo de lucro recorde.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) em 12 meses atingiu 39,4%, de 41,4% em junho e 45,0% em setembro de 2025.

A carteira de crédito do Mercantil somou R$ 25,3 bilhões, alta de 1% no trimestre e 17% em 12 meses. Deste total, R$ 18,6 bilhões foram em crédito consignado, expansão de 1% no trimestre e de 27% em relação ao terceiro trimestre de 2025.

"O crescimento do crédito precisa estar associado à geração de valor e à preservação da qualidade das carteiras. A evolução dos resultados do Banco Mercantil e o fortalecimento da nossa estrutura de capital nos permitem atravessar cada período com maior capacidade de absorver as oscilações do mercado, sem comprometer a rentabilidade", diz em nota o CEO do Mercantil, Gustavo Araújo.

Segundo o vice-presidente financeiro (CFO) do Mercantil, Paulino Rodrigues, o banco teve alta anual de 15% no consignado INSS, quase dez vezes acima da média do mercado. "A mecânica operacional da portabilidade voltou ao que era antes e isso impulsionou o mercado todo. Setembro já foi muito forte e outubro também", comenta.

Com o fim da MP 1355, que havia reduzido a margem consignável, ele acredita que no quarto trimestre a carteira do banco pode voltar a um ritmo de crescimento anual entre 25% e 30%.

A inadimplência foi de 4,1% no terceiro trimestre, de 3,1% no trimestre anterior e 2,8% um ano antes. De acordo o CFO, a inadimplência no consignado INSS aumentou no sistema, com o governo elevando o índice de cancelamento de benefícios. Ao mesmo tempo, a expansão do consignado privado, que tem uma inadimplência maior, puxa o indicador geral do Mercantil.

"Isso já era esperado. É um produto novo, que teve contratempos, mas está dentro da nossa conta. Ele está evoluindo, já está rodando melhor. Mas nossa inadimplência não vai voltar para menos de 3% como era antes do consignado privado", diz.

As receitas de prestação de serviços somaram R$ 359 milhões, queda de 1% no trimestre e alta de 53% em relação a um ano antes. De acordo com Rodrigues, elas seguem impulsionadas pelo Meu+, ecossistema completo de assistências voltadas para o público 50+. (Fonte: Valor Econômico)

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