Conselho de Ética do Senado arquiva segundo pedido de cassação de Aécio Neves
O presidente do Conselho de Ética do Senado, senador João Alberto (PMDB-MA), determinou nesta terça-feira (24) o arquivamento do segundo pedido de abertura de procedimento disciplinar contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). A decisão seguiu parecer da Advocacia-Geral do Senado. De acordo com o parecer da Advocacia-Geral do Senado, a representação, que foi oferecida pelo PT, “é no máximo uma versão atualizada da representação do Psol [e da Rede]” contra Aécio Neves , que já havia sido arquivada pelo conselho em julho. “Tanto é que reproduz ipsis litteris, um trecho da peça precursora”, segundo o órgão do Senado. O pedido de investigação no conselho foi protocolado pelo PT em 28 de setembro para que o colegiado avaliasse se o senador havia quebrado o decoro parlamentar. A alegação do partido se baseou na denúncia apresentada pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, segundo qual Aécio ter Ao justificar a decisão de arquivar o processo, João Aberto afirmou que “o parecer tinha sentido e combinava também com a minha posição pessoal”. Senadores do Conselho de Ética ainda podem apresentar recurso para tentar reverter o arquivamento. Leia também: Renan alfineta Temer: "Nunca soube que Geddel era o chefe. Para mim, era ouTro" Em julho, o presidente do Conselho de Ética decidiu não aceitar o pedido feito pela Rede e pelo Psol. Após recurso, o caso foi a votação no colegiado, que confirmou o arquivamento com 11 votos favoráveis e quatro contrários. Em nota, a defesa de Aécio reitera “a absoluta correção” na conduta do senador. “As investigações demonstrarão que os recursos citados referem-se a um empréstimo entre privados que não envolveu dinheiro público ou qualquer contrapartida. Portanto, não houve crime ou quebra de decoro”. De volta ao Senado Após passar cerca de 20 dias longe de suas atividades parlamentares, Aécio se disse "vítima de uma ardilosa armação" e garantiu que usará seu mandato para se defender das acusações que pesam contra si. Denunciado pela Procuradoria-Geral da República ( PGR ) de cometer crime de corrupção passiva ao receber vantagem indevida na cifra de R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista, da JBS, e ainda de tentar obstruir a Justiça, Aécio Neves conquistou vitória apertada na quarta-feira (17) no plenário do Senado. Ele obteve 44 votos a seu favor, apenas três a mais que o necessário para revogar a decisão da Primeira Turma do Supremo . (Fonte: Portal iG * Com informações da Agência Brasil) |
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ia recebido R$ 2 milhões não-declarados.