Poupança rende menos, mas volta a atrair milionários no 1º semestre
As sucessivas quedas na taxa de juros e o cenário de inflação controlada tiveram como efeito colateral um aumento do número de milionários que decidiram deixar seus recursos na caderneta de poupança. Em quatro anos, o crescimento foi de 25,9%, para 12,8 mil clientes. (Danielle Brant) Os dados são do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e se referem a junho deste ano. Se, do ponto de vista financeiro, a caderneta é uma das últimas alternativas recomendadas para esse público, que tem acesso a uma ampla gama de produtos com ganho mais expressivo mesmo na renda fixa, alguns fatores ajudam a explicar a preferência. Um deles é a facilidade de aplicação, diz Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira e da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros). Basta ter uma conta de poupança em banco. "Se for para o Tesouro Direto, ele teria que abrir conta em uma corretora. Aí tem também o Imposto de Renda. Se for fundo, tem que pesquisar a taxa de administração. A caderneta é mais simples", afirma. Por outro lado, complemen Há também os que "esquecem" os recursos, diz Michael Viriato, professor do laboratório de finanças do Insper e autor do blog "De grão em grão", hospedado pela Folha. "Eventualmente, pode ser uma pessoa que deixou esse dinheiro anos atrás, e não tem um gerente que sugira tirar o dinheiro da caderneta e aplicar em algo melhor", diz. "Na falta de quem diga o que fazer com o dinheiro, ele deixa no mais simples." ESTRATÉGIA Segundo ele, quando os juros estão entre 9,25% e 8,5%, a caderneta ganha atratividade, por causa da isenção de Imposto de Renda. "A tributação de curto prazo penaliza os investidores de CDBs e fundos. Se a Selic está em 9% ao ano e 22,5% do ganho vai para o imposto, você está falando em quase um quarto do 9% que vai embora", diz. Além de abrir mão de um ganho maior, quem deixa mais de R$ 1 milhão na caderneta ainda tem que lidar com o risco de perder parte do dinheiro em caso de quebra da instituição financeira em que os recursos estão. O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) assegura depósitos até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. No caso de quem tem mais que R$ 1 milhão, seria necessário dividir os valores em bancos diferentes para contar com a garantia integral do FGC, afirma Reinaldo Domingos, da DSOP. RETORNO A inflação elevada e a taxa de juros em alta -chegou a 14,25% em julho daquele ano-, porém, fizeram com que esses investidores milionários fossem em busca de opções mais vantajosas. Atualmente, a maior parte dos clientes (58,8% do total) tem até R$ 100 depositados na poupança. (Fonte: Folha.com) |
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ta, não faz sentido deixar muito tempo o dinheiro nessa aplicação. "É para no máximo um ano, para deixar como reserva estratégica em caso de alguma eventualidade."