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18/08/2017

Sem reforma da Previdência, governo vai propor 'medidas mais fortes', diz secretário

Sem reforma da Previdência, governo vai propor 'medidas mais fortes', diz secretário 


Marcelo Caetano (Previdência Social) participou de audiência nesta quinta, no Senado. Ele acrescentou, ainda, que a reforma não é uma 'questão de governo', mas de 'Estado'.

O secretário nacional de Previdência Social, Marcelo Caetano, afirmou nesta quinta-feira (17) que, sem a reforma da Previdência, o governo terá de propor "medidas mais fortes" que as já apresentadas. Caetano participou de audiência no Senado.

Enviada pelo governo no ano passado, a reforma está em análise no Congresso Nacional. O projeto já foi aprovado pela comissão especial da Câmara, mas ainda precisa ser votado pelo plenário para, então, seguir para o Senado.

"Caso a reforma não venha a ser aprovada, significa então que, em um futuro muito próximo, vai ser necessário o encaminhamento de uma outra proposta com medidas que sejam ainda mais fortes do que aquelas que nós propusemos", declarou Marcelo Caetano.

"Cremos que seja possível, com esforço, objetivando o bem do país, que tenhamos uma reforma aprovada em outubro. Sempre reconhecendo a soberania do Congresso", acrescentou o secretário.

Ainda segundo Caetano, a reforma da Previdência é uma "questão de Estado, não uma questão de governo".

A proposta do governo 
As mudanças nas regras previdenciárias são uma das principais medidas defendidas pelo governo para tentar diminuir o rombo nas contas públicas. No entanto, o texto, fortemente criticado pela oposição, encontra resistência até na própria base de Michel Temer.

Apesar da declaração de Caetano, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já afirmou que o governo não tem "hoje" os votos mínimos para aprovar a reforma no plenário.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a reforma precisa do apoio mínimo de 308 votos dos 513 deputados para ser aprovada. (Fonte: G1)